Alencar peita base de Alckmin e ganha tempo para debater a privatização da Sabesp

Na última quarta-feira (16), e depois de muita discussão entre deputados da oposição e da base do governo paulista, o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (ALESP) teve que anular o Congresso de Comissões, regimentalmente criado às pressas para aprovar projetos por ilegalidade, depois de denúncia feita pela oposição.

Tudo começou com um projeto de lei, enviado pelo governador Alckmin, autorizando a criação de uma holding para a Sabesp, mas foi atropelada pelos deputados da base com o envio para aprovação ilicitamente, não deixando outra alternativa ao Deputado Cauê Macris para que realizasse uma audiência pública.

Na audiência realizada ontem (22), além de técnicos da Sabesp, movimentos populares, da juventude e representantes de associações (Sintarema – AAPS – Sintius) junto ao presidente da empresa Jerson Kelmam, os deputados da oposição pediram um diálogo maior sobre o projeto de lei, já que a aprovação do projeto quase foi acolhida de modo obscuro, nem ao menos o presidente foi consultado para que houvesse essa aceitação da ideia.

Realidade nua e crua

O deputado Alencar Santana destacou que a privatização da Sabesp seria mais uma manobra do governo como a Linha 5 e 17 do Metrô, a Cesp – Companhia de Energia de São Paulo, Ginásio do Ibirapuera, entre outros, onde deixa o patrimônio publico na mãos de estrangeiros, acabando com o mínimo direito do bem público.

Ressaltou ainda que, o governo paulista no ano de 2016 obtiveram gordos lucros da Sabesp (R$ 3 bilhões em 2016) que entraram no caixa da Fazenda paulista e dos acionistas privados, e não foram reinvestidos integralmente na universalização do saneamento. Ora, se a prioridade é esgoto, água tratada e bem da população, o governo deveria incentivar a estatal e não a entregar ao capital estrangeiro.

Total abandono e lucro apenas para acionistas

 

O descaso com a empresa não é de hoje, nos últimos 7 anos, o tratamento de esgoto é quase nulo em São Paulo, sendo que do total, cerca de 30% é perdido com vazamentos e desperdícios, e além da Sabesp captar 95% do esgoto, somente 55% desses são tratados, assim como são feitos na Baixada Santista e outras cidades do estado. Mais a perda de 30% da água tratada devido a vazamentos e desperdícios.

 

Notando que, a valorização das ações da Sabesp na bolsa de Nova York foi de 896% nos últimos 15 anos, ante uma alta de 110% do índice Dow Jones no mesmo período. A Sabesp não é patrimônio do estado e sim do povo e precisa participar das suas liberações.

 

Alencar completa que se os deputados da base confiam no governo e em seu governador, devem ser atendidas as emendas no texto base. A oposição é contrária e irá até o fim para que a emenda seja de total acordo para toda a população que necessita dos serviços da Sabesp.

 

 

 

 

 

Relacionados

Os comentários estão desativados.