Brasil: o desemprego da década de 90 voltou

17 de julho de 2018

Os jornais não puderam mais esconder o que a população já vinha percebendo e sentindo na pele: o desemprego em massa voltou a assombrar o país.

O quadro é desolador.

Em todas as cidades do país filas e mais filas de desempregados se formam na porta das empresas e agências, pessoas em busca de qualquer oportunidade mesmo com ganhos inferiores aos que tinham anteriormente e para trabalhos abaixo de seus níveis de formação. Tudo para ao menos sobreviver.

Esse quadro desesperador é o resultado de um governo de aliança entre Temer e o PSDB de Alckmin, Doria e Bruno Covas, que colocou o país à venda, cortou relações com parceiros comerciais, sufocou a população, precarizou as relações trabalhistas, reduziu investimentos sociais e praticamente afundou os investimentos do país.

Vamos aos números: o desemprego hoje passa dos 13% no país, o que equivale a mais de 14 milhões de pessoas em busca de uma vaga. Outros 25 milhões de brasileiros estão vivendo apenas de bicos e trabalhos esporádicos, sem acesso à direitos ou à garantia de renda. Além disso, o tempo em que a pessoa fica sem trabalho aumentou e já passa dos 12 meses, muito além do tempo em que recebe o seguro-desemprego.

A título de comparação, nos tempos de Lula o desemprego chegou ao 5%, considerado valor de
pleno emprego pelos economistas, uma vez que a taxa reflete as pessoas em transição de carreira e em busca de salários maiores. Hoje, ao contrário, a massa salarial diminuiu e as vagas ofertadas têm baixos salários.

Lula gerou uma média de 1,8 milhão de empregos por ano, deixando o Governo com a marca de 14.725.039 vagas criadas com carteira assinada, 50% a
mais que Sarney, Collor, Itamar e FHC somados. Temer e o PSDB conseguiram a façanha de acabar com vagas e jogar o povo na informalidade, na fome e na miséria, além de aumentarem o custo de vida e acabarem com as políticas de valorização do salário mínimo e fragilizar programas como o Bolsa Família, o Saúde da Família e o Minha Casa Minha Vida.

Na Grande de São Paulo, a situação é ainda pior: Alckmin deixou o governo com uma taxa de desemprego acima dos 17% e as cidades governadas pelos amigos de Temer, como a Guarulhos do Prefeito Guti, com mais de 20% de desempregados.

Toda essa situação mostra que há apenas um jeito de reverter esse quadro social, permitir eleições livres e democráticas, com a participação de Lula como representante legítimo da vontade popular e capaz de revogar as medidas de Temer e seus amigos e levar o país novamente ao rumo do desenvolvimento.

Foto: O Estado de São Paulo – 17.07.2018

Alencar Santana Braga

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