Destaques-listaNotíciasCantareira tem água só até agosto, diz relatório

O primeiro relatório do comitê anticrise constituído para encontrar soluções para o esvaziamento do Sistema Cantareira aponta cenário tenebroso: a se manter a atual estiagem, os reservatórios do sistema que abastece cerca de 9 milhões de pessoas na Grande São Paulo e parte do interior do Estado vão secar em agosto deste ano.
8 anos ago348
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O primeiro relatório do comitê anticrise constituído para encontrar soluções para o esvaziamento do Sistema Cantareira aponta cenário tenebroso: a se manter a atual estiagem, os reservatórios do sistema que abastece cerca de 9 milhões de pessoas na Grande São Paulo e parte do interior do Estado vão secar em agosto deste ano. O grupo sugeriu que o governo do Estado não perca tempo e comece já a estudar como resolver o problema. A solução indicada é a utilização do chamado “volume morto”, a água que fica no fundo dos reservatórios. Para acessá-la, é necessário o uso de equipamentos para bombeamento, tecnologia da qual a Sabesp não dispõe.

O comitê anticrise é formado pela Agência Nacional de Águas (ANA), Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee), Comitê das Bacias Hidrográficas dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (CBH-PCJ); Comitê da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê (CBH-AT) e Sabesp. O relatório apresentado ontem (19) é o resultado de uma semana de análises e simulações sobre o Sistema Cantareira. Nesta quinta-feira (20), o nível dos reservatórios está em 17,9% de sua capacidade, segundo o monitoramento da Sabesp.

A companhia não soube informar qual é o limite que o Sistema Cantareira suporta até que se deva começar um possível racionamento. Ainda segundo a Sabesp, não choveu nada na região dos reservatórios, o que agravou a situação. A chuva é necessária no sul de Minas Gerais, em Bragança Paulista e em Vargem Grande. Este mês, choveu apenas 48,7 milímetros até agora, ante média histórica de 202,6 mm. fonte: Spressosp

“Deveríamos economizar água desde 2004”

Especialista alerta que a crise é esperada há mais de dez anos e governo do Estado deveria ter instituído multa para frear consumo

A crise da falta d`água é esperada no Estado de São Paulo há mais de uma década e vai além da seca extrema deste verão. Só que sempre que começa a chover, todo mundo esquece o risco e volta a gastar água de modo inconsequente. Em linhas gerais, essa é a opinião da maior autoridade em água no País, o pesquisador da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) e presidente do Conselho Mundial de Água, Benedito Braga, que concedeu entrevista ao jornal o Estado de S. Paulo.

.Estamos vivendo uma seca incomum, que está pondo em risco o abastecimento, mas essa não é uma crise anunciada há muitos anos, por causa do crescimento da população e a falta de novos mananciais?

Há uns quatro anos ou mais já venho dizendo isso. Em 2004 tivemos uma situação semelhante, o reservatório estava com 20%, mas começou a chover após a concessão da outorga e todo mundo se esqueceu do problema. Mas, quando se faz uma análise de longo prazo, vemos que nos últimos 15 anos o sistema vem recebendo menos contribuição de água da bacia do que a média histórica. Ele não consegue se recuperar. Pode ser que estejamos num ciclo de vazões baixas naquela bacia. Esses períodos de variabilidade climática acontecem e temos de estar preparados para isso. É hora de a classe política entender que água é importante. Mas depois que a crise passa, todo mundo esquece. É o mesmo que acontece com as inundações. Depois todo mundo esquece e no ano seguinte a história se repete.

. Desde dezembro está se vendo que a situação da falta de chuva é dramática. As campanhas para redução do consumo não deveriam ter começado antes? Deveríamos estar num racionamento?

Campanha massiva para economizar água realmente deveria ter começado em outubro. Na verdade deveria vir desde 2004, quando passamos por isso. Tivemos essa chuva do fim de semana e muita gente acha que resolveu. Mas foi superficial. O reservatório está sem volume, tem de manter a atenção e transmitir à população a noção da gravidade que estamos passando.

. Quão grave é?

Se não tivermos em fevereiro chuvas significativas, vai vir o racionamento. A maior metrópole do Brasil numa situação dessa é muito grave. Pode chover, o reservatório pode recuperar um pouco, mas queremos correr esse risco? Não acho que já deveríamos estar em racionamento. Mas temos de economizar, reduzir em 50% o consumo. Tinha de ter campanha massiva, legislação com multa para quem lava rua, carro, tarifa crescente na conta se passar de uma determinada cota, isso, sim, já deveria ter começado. Mais do que só dar bônus. fonte: jornal O Estado de S. Paulo

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