Destaques-listaNotíciasIBGE: crescimento vigoroso da indústria da construção entre 2007 e 2011

De acordo com o IBGE, o conjunto de empresas da construção investiu R$ 9 bilhões em 2011 apenas na compra de máquinas e equipamentos
8 anos ago278

Por PT Senado
Sábado, 29 de junho de 2013

O valor das incorporações, obras e serviços da construção civil das 92,7 mil empresas com atuação no Brasil teve um crescimento real de 63,1% entre 2007 e 2011, passando de R$ 130,1 bilhões para R$ 286,6 bilhões. Desse montante, R$ 12,4 bilhões foram incorporações e R$ 274,2 bilhões foram obras e serviços da construção, dos quais R$ 104,9 bilhões em obras contratadas por entidades públicas. As empresas com 250 ou mais trabalhadores aumentaram para 50% em 2011 a participação na receita bruta da indústria da construção e o número de trabalhadores cresceu 69,4% (1,1 milhão de pessoas) no período – existem hoje 2,7 milhões de trabalhadores ativos na construção -, enquanto o salário médio mensal subiu 21,5%, de R$ 945,00 em 2007 para R$ 1.437,00 em 2011. Esses dados fazem parte da Pesquisa Anual da Indústria da Construção (PAIC) divulgada nesta sexta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Programas como o Minha Casa, Minha Vida; maior oferta de crédito imobiliário; crescimento do emprego e melhoria da renda familiar a partir de 2003, início do primeiro mandato do presidente Lula, somado aos maiores desembolsos para obras de infraestrutura do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) que continuam no governo da presidenta Dilma Rousseff, formam os pilares de sustentação do crescimento contínuo e vigoroso da indústria da construção brasileira. A manutenção das desonerações do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) incidente em materiais de construção também contribuiu para este segmento se destacar, abrindo, inclusive, oportunidades para o surgimento de novas empresas.

O número de empresas ativas era de 52,9 mil em 2007, de 79,3 mil em 2010 e encerrou 2011 com 92,7 mil empresas, um aumento entre 2007 e 2011 de, nada mais, nada menos, do que 75,4%. Vale notar que as vendas de materiais de construção e de demolição (outro nicho que cresce e gera empregos) tinha uma receita bruta de R$ 816 milhões em 2007 e passou para R$ 3,31 bilhões em 2011, um aumento superior a 300%.

De acordo com o IBGE, o conjunto de empresas da construção investiu R$ 9 bilhões em 2011 apenas na compra de máquinas e equipamentos.

Em seguida, os investimentos foram em meios de transporte, terrenos e edificações. Em 2007, os investimentos das empresas nesses quesitos corresponderam a R$ 3,3 bilhões. Portanto, as condições oferecidas pelo Governo Federal e a própria realidade do País – maior renda e menor desemprego – contribuíram para que tais investimentos crescessem 172,7% entre 2007 e 2011.

Apesar de o valor das incorporações e das obras e o número de trabalhadores ocupados conferir a liderança para os estados da região Sudeste, a pesquisa do IBGE apontou que a participação do Nordeste e do Centro-Oeste teve bom crescimento, seja por conta dos investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) com obras de infraestrutura, seja por conta do Programa Minha Casa, Minha Vida.

A pesquisa mostrou, ainda, a concentração das empresas por ramos de atividade, onde doze empresas de infraestrutura concentram 28,9% do total das obras. Esse percentual é de 2011, já que a participação correspondia a 26% em 2007 – existem 9,2 mil empresas de obras de infraestrutura, com 17.306 pessoas ocupadas e salários mensais de R$ 2.981,00.

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