NotíciasSugestõesO silêncio de Alckmin e Serra sobre a denúncia de cartel no Metrô de SP

No cartel, empresas fazem combinações ilícitas que resultam em contratações com preços superiores aos praticados caso elas concorressem normalmente.
8 anos ago320

No cartel, empresas fazem combinações ilícitas que resultam em contratações com preços superiores aos praticados caso elas concorressem normalmente.

Por Blog do Zé Dirceu

Nesta história dada ontem pela Folha de S.Paulo sobre a multinacional alemã Siemens ter delatado a existência de um cartel em licitações do Metrô de São Paulo, duas coisas chamam atenção, além, claro, da gravidade que a própria denúncia já representa: a tentativa do próprio jornal de esconder quem governava na época e o silêncio de Geraldo Alckmin e de José Serra.

Em resumo, o caso é este: a delação foi feita pela Siemens ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) sobre a existência de cartel, do qual a multinacional fazia parte, de empresas fornecedoras de equipamentos e serviços para o metrô. A Siemens participou de vários desses serviços. No fim da década de 90, atuou na construção da linha 5 (lilás), por exemplo, junto com a Alstom. Em 2000, foi contratada para fornecer dez trens, com a Mitsui, para a CPTM. A extensão da linha 2 e outras obras também estão sendo investigadas.

No cartel, empresas fazem combinações ilícitas que resultam em contratações com preços superiores aos praticados caso elas concorressem normalmente.

O que a Folha não diz é quem governava São Paulo nessa época, e que continua governando até hoje: os tucanos. Alckmin assumiu em 2001 e se mantém até hoje, com exceção do período em que Serra foi governador, a partir de 2007.

Na reportagem de hoje (que já ficou bem pouco destacada), o jornal nem sequer cita o PSDB, Alckmin ou Serra. Na matéria de ontem, Alckmin apareceu apenas uma vez, no meio do texto, com uma declaração dada no início do mês dizendo que o governo daria informações e faria investigação própria. Só. Nada mais.

É bom lembrar também que a denúncia praticamente foi ignorada por outros veículos. O Estadão traz uma breve reportagem, também escondendo que Alckmin e Serra devem explicações.

Até agora, os dois estão em silêncio. A pergunta que não quer calar é onde estão o governador Alckmin e seu antecessor, José Serra?

O caso é grave demais para que fiquem em silêncio. É preciso investigar a fundo a história, com a possibilidade, inclusive, de uma CPI, dado o histórico de obstrução que o governo de São Paulo faz para impedir apurações do que não lhe interessa.

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