Destaques-listaNotíciasVereadores de Arujá e Santo André questionam Sabesp por falta d’água

A diretora-presidenta da empresa esteve na Assembleia prestar esclarecimentos sobre a falta de água nos municípios de Santo André, Arujá e outros da região metropolitana de São Paulo
8 anos ago421
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A diretora-presidenta da empresa esteve na Assembleia prestar esclarecimentos sobre a falta de água nos municípios de Santo André, Arujá e outros da região metropolitana de São Paulo

Por Daniele Lopes 

edu e caroba

Na tarde desta terça-feira (26/11), os vereadores Renato Caroba (PT), de Arujá e Eduardo Leite (PT), de Santo André tiveram a oportunidade de questionar a diretora-presidenta da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), Dilma Pena, sobre a falta de água nos municípios.

A presidenta esteve na Assembleia Legislativa SP para prestar esclarecimentos às Comissões de Infraestrutura e Assuntos Metropolitanos sobre os investimentos em saneamento básico na região metropolitana de São Paulo e a falta de água nos municípios de Santo André, Arujá e outros da região.

O vereador Caroba disse que foi à audiência levar uma demanda do Bairro do Retiro, em Arujá, que é um loteamento irregular e a Sabesp usa dessa alegação para justificar o não abastecimento de água no local.

“O bairro é uma ocupação irregular e não tem água encanada, porém, há famílias e crianças que dependem desse elemento tão necessário”, argumentou Renato. “Saímos daqui com o compromisso da presidenta da Sabesp em nos atender em uma reunião juntamente com o deputado Alencar e esperamos que a Sabesp cumpra este compromisso para que possamos encaminhar uma solução para aquele bairro”, reforçou.

O vereador de Santo André também não saiu contente da audiência. Para Eduardo Leite, a presidenta da Sabesp não soube explicar o motivo da falta de água na cidade e não assumiu o compromisso desejado. “Achei que ela assumiria o compromisso em aumentar o fornecimento em horário de pico, pois é esse o problema que nós enfrentamos na cidade, especialmente entre meio dia e nove da noite, período em que a população consome mais água”.

Ele diz que assim como esse questionamento ficou “no ar”, uma outra questão que levantou igualmente ficou sem resposta. “Também não me respondeu em relação a planilha de tarifas e o real custo da água. Um debate que precisa ser feito”.

Eduardo Leite considera que é necessário saber qual o custo da água desde sua coleta e tratamento até o envio ao consumidor. “Isso é importante para formularmos preços razoáveis para os municípios que fazem a redistribuição de água, como no caso de Santo Andre”, enfatizou.

O deputado Alencar, presidente da Comissão de Infraestrutura, indagou à presidenta da Sabesp no mesmo sentido que os vereadores. Em sua opinião, Dilma Pena deixou muito a desejar e com discursos contraditórios. “Água é um bem essencial para a vida e a Sabesp, como uma empresa publica, não levar água para essas pessoas como se elas não tivessem esse direito com alegação de que estão em área irregular é desumano. Precisamos aprofundar esse debate sobre o não fornecimento de água em alguns loteamentos irregulares, como é o caso de Arujá”, complementou Alencar.

O deputado lembrou que o custo da água fornecida pela Sabesp é duramente questionado por todos os municípios consumidores, até mesmo por meio de ações judiciais e que por isso as cidades acabam sendo retalhadas pela empresa, que não as abastecem de forma adequada, obrigando os municípios a fazerem rodízios e gerando um conjunto de problemas que acabam afetando a população.

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